quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Gosto do teu ar, do teu olhar, da tua forma de andar, das tuas mãos guardadas nas minhas, gosto de te cheirar, de te sentir, de me calar para te ouvir, de me deitar ao teu lado para dormir e depois acordar, depois espreguiçar-me e levantar, e rir e dançar e cantar e cada dia outra vez começar um novo dia a sonhar.


Gosto da tua boca certa e do teu cabelo farto, da tua voz cantada e aconchegante, dos teus beijos longos, dos teus abraços infinitos, das tuas piadas e risadas, dos teus braços à volta do meu, as duas cabeças encostadas, os ombros em paralelo, as pernas dobradas e os pés junto, gosto do teu hálito fresco e do teu sorriso aberto, da tua cabeça arejada e do teu olhar mais secreto, gosto de te ver junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração, de sentir que estás sempre perto e sempre estarás, que vives cá dentro e mesmo na ausência, quando só te vejo com os olhos fechados e as mãos juntas em concha, sei que és perfeito, sei que voltarás, sei que estás quase a chegar, que cada minuto que passa é só mais uma etapa na minha espera, por isso espero calada e feliz, e nas letras que transformo em palavras imagino a cor e o sabor, deste amor, deixo-me levar, crescem-me asas e de repente desato a voar, a voar..."

Margarida Rebelo Pinto, in As Crónicas da Margarida

terça-feira, 27 de abril de 2010

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"Mágoa. [...] Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.


Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.


Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.


Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.


O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.


A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.


As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.


Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.


Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos.


Arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor.


Torna-se a nossa companheira mais próxima, deixando de nos defender da tristeza que se vai consumindo como uma vela esquecida num presépio morto que uma corrente de ar ou um novo sopro de vida um dia apagará. Mas isso só é possível quando conseguirmos esquecer."

Margarida Rebelo Pinto, in As Crónicas da Margarida

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Bacalhau com Natas

Olá amigas:) Desculpem a minha ausência, tenho ido visitar os vossos cantinhos sempre que posso, mas não tenho tido tempo para mais nada...

Mas aqui vai uma receitinha que já a fiz há um mês e que por acaso acabei de a enviar para o meu mais que tudo que está nos Algarves e que está com saudades da comidinha boa:)

Bacalhau com Natas:

Ingredientes: 1 Cebola; azeite q.b.; pimenta q.b.; cenoura raspada; bacalhau desfiado; batata palha; natas; molho bechamel e pão ralado.

Preparação:
Faz-se um refogado com o azeite, a cebola (muito fininha) e a cenoura raspada.
Quando a cebola ficar macia deita-se o bacalhau e deixa-se refogar devagarinho.
Quando o bacalhau estiver cozinhado coloca-se a batata palha e envolve-se bem, retirasse do lume.
Adicione o molho bechamel e envolve-se com cuidado e por fim as natas e, novamente mistura-se...

Transfere-se tudo para um pirex que possa ir ao forno e polvilha-se com pão ralado.
Leva-se a forno pré-aquecido até dourar a gosto.
P.S: nao coloco sal, pois a batata palha ja contem um pouco de sal e o bacalhau já sabem né?

Uma delícia:)

Espero que gostem
mil beijinhos

sábado, 5 de setembro de 2009

Strogonoff de Frango

Estava eu com uma vontade de comer algo de bom e encontrei esta receita no blog http://saboresdaalma.blogspot.com/... é uma maravilha e super fácil.

Ingredientes: Carne às tiras(tinha bifes de frango e cortei); 2 colheres de sopa de margarina; azeite; cebola; alho; cogumelos; 1 pacote de natas; polpa de tomate; pimenta; sal;

Preparação: Tempere a carne com sal grosso e pimenta na altura. Num tacho coloque o azeite e a manteiga e refogue a cebola picada e o alho picado, junte as tiras de frango e refogue-as bem... quando estiverem tenras junte os cogumelos, as natas e a polpa de tomate, tempere novamente com a pimenta. Mexa bem e leve a ferver lentamente para engrossar... pode acompanhar com arroz ou massa...


HUUUMMMMM uma delicia:)

domingo, 9 de agosto de 2009

Medalhões da Té

Esta receita é uma maravilha:) Foi a minha amiga Té (Teresa) que a fez lá em casa...

Ingredientes: Medalhões de pescada ; Alho Francês; Azeite q.b.; Molho bechamel; queijo ralado.

Corta-se o alho francês aos bocadinhos e coloca-se numa frigideira com um pouco de azeite, vai-se mexendo, põe-se um pouco de molho bechamel e continua-se a mexer.
Numa assadeira coloca-se no fundo o alho frances refogado e por cima os medalhões de pescada (previamente temperados com sal, limão e pimenta), rega-se com o resto do molho becamel e põe-se queijo ralado, leve ao forno por mais ou menos 30 minutos.

Pode-se acompanhar com uma salada...


É uma maravilha...

Espero que gostem:)
Mil beijinhos e desculpem a ausência

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pudim de bacalhau

Pois é, passado muito tempo vim colocar uma receitinha que eu adoro:) e que quando era pequenina (de idade :) ) pedia sempre à minha mãe para a fazer...



Ingredientes (3 pessoas): +/- 3 postas de bacalhau(pode-se comprar já desfiado); uma caneca de leite quente; 5 pães secos; 1 ovo; 1 cebola; 1pitada de sal;azeite q.b.; 1 raminho de salsa; pimenta q.b..

Preparação: Cortar o pão aos pedaços e coloca-se num recipiente, de seguida põe-se o leite sobre o pão e amassa-se com as mãos.Entretanto faz-se um refogado, com o azeite, a cebola, a pimenta, a salsa e um bocadinho de sal, quando a cebola estiver amarelinha coloca-se o bacalhau desfiado e mexe-se muito bem, de modo a que o bacalhau se desfaça...
Junta-se um ovo ao pão mexendo bem e mistura-se este com o bacalhau... mexe tudo e coloca-se num recipiente para ir ao forno, e é só gratinar...


Pode servir com uma salada...
Espero que gostem:)

mil beijinhos





quarta-feira, 6 de maio de 2009

1.º Aniversário

Pois é o meu blog fez um aninho dia 19 de Abril e eu nem sequer consegui vir aqui... :( Não teno tido tempo...

Desculpem-me...

beijinhos